TRE-BA arquiva investigação contra deputado Binho Galinha por suposta coação eleitoral em cidade do interior da Bahia
TRE-BA arquiva investigação contra deputado Binho Galinha Agência Alba O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) arquivou o inquérito policial que inv...
TRE-BA arquiva investigação contra deputado Binho Galinha Agência Alba O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) arquivou o inquérito policial que investigava o deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, por suposta coação eleitoral no município de Milagres, no interior do estado. A decisão, assinada pelo relator, o desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho, foi publicada no dia 1º de junho de 2026. O arquivamento atendeu a um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que concluiu não haver suporte probatório mínimo (justa causa) para dar início a uma ação penal contra o parlamentar. A investigação teve início a partir de uma representação da Comissão Provisória Municipal do Partido Progressistas (PP) de Milagres. A denúncia apontava suposta influência indevida do parlamentar nas eleições de 2024 na cidade, apoiando candidatos do Partido Social Democrático (PSD) e criando um "clima de temor" entre os eleitores locais. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região O foco principal da apuração, autorizada pelo tribunal em janeiro de 2025, era um episódio ocorrido na noite de 5 de outubro de 2024, na véspera do pleito municipal, na Praça do Comércio, em Milagres. Na ocasião, um homem relatou ter sido agredido após um suposto episódio relacionado à disputa eleitoral local. Durante as diligências conduzidas pela Polícia Federal, exames de corpo de delito e prontuários médicos confirmaram que a vítima de fato sofreu lesões corporais. No entanto, os investigadores não conseguiram reunir elementos que ligassem a autoria do crime ao deputado ou que comprovassem o dolo específico de coação eleitoral. De acordo com a decisão, a vítima se recusou a prestar novos depoimentos durante a investigação, alegando receio por sua segurança. Além disso, as testemunhas mencionadas inicialmente não foram localizadas e não foi possível obter imagens de câmeras de segurança ou gravações de chamadas de emergência que pudessem esclarecer o caso. Ao analisar o processo, o desembargador Moacyr Pitta Lima Filho destacou que os indícios contra o deputado se basearam exclusivamente no relato verbal inicial da vítima à polícia. O magistrado ressaltou que, para a configuração do crime previsto no artigo 301 do Código Eleitoral, é indispensável a comprovação robusta da finalidade política da agressão. Como o MPE pediu o arquivamento por falta de provas, o entendimento foi acolhido. Conforme a legislação brasileira, o inquérito pode ser reaberto no futuro caso surjam novas evidências. Prisão e outras investigações Binho Galinha passa pela última etapa da audiência de instrução O baiano é suspeito de comandar uma milícia envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e receptação de peças de veículos roubados, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. Binho Galinha foi preso no dia 3 de outubro de 2025, dois dias após ser considerado foragido da Justiça, no contexto da Operação Anômico, desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada pela PF. Segundo as investigações, o grupo liderado pelo parlamentar utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo a venda de peças de carros roubados em uma loja de autopeças em Feira de Santana. Atualmente o deputado está custodiado em uma sala de Estado-Maior, no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Entendimento do STF A prisão foi mantida após entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o foro por prerrogativa de função se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do mandato e relacionados à função parlamentar. Segundo a decisão, crimes anteriores ao mandato ou sem relação direta com a atividade política devem ser julgados pela primeira instância. A Justiça destacou ainda que a maioria dos ilícitos investigados contra o deputado seriam anteriores ao atual mandato. Com o encerramento da fase de instrução, o processo segue agora para as alegações finais da acusação e da defesa. Caso haja condenação, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão. LEIA MAIS: Binho Galinha presta novo depoimento sobre suspeita de comandar milícia responsável por lavagem de dinheiro na Bahia Justiça aceita nova denúncia do MP-BA e Binho Galinha passa a ser réu em mais um processo Justiça anula condenação de acusado de matar jovem a tiros no interior da Bahia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻