Júri de acusados pela morte de Valdir Cabeleireiro acontece nesta terça; julgamento já foi adiado seis vezes
Acusados de matar Valdir Cabelereiro vão a júri O júri popular de dois acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireir...
Acusados de matar Valdir Cabelereiro vão a júri O júri popular de dois acusados pela morte do cabeleireiro Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, acontece nesta terça-feira (6), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sessão deveria ter acontecido no dia 10 de setembro, mas foi adiada pela sexta vez. Na ocasião, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) detalhou que o julgamento foi adiado a pedido da defesa dos acusados, por motivo de saúde. Em nota, tribunal afirmou que estava preparado para o julgamento ser realizado e que o pedido de adiamento por parte da defesa só aconteceu minutos antes do início da sessão. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edgar Silva dos Santos teria encomendado a morte de Valdir a Patrick Ribeiro Tupinambá, conhecido como Bagão, e a motivação apontada seria uma vingança relacionada a ciúmes. Valdir Macário, conhecido como “Valdir Cabeleireiro”, foi assassinado em 2016 Reprodução/Redes Sociais O crime aconteceu no dia 12 de novembro de 2016 e foi registrado por câmeras de segurança do local. Edgar e Patrick foram denunciados pelo MP-BA por homicídio qualificado em março de 2017. Após ser preso, Edgar confessou à polícia que era o mandante do crime. Segundo o relato dele, Valdir estaria ajudando o irmão, Reginaldo, a ter encontros amorosos com a mulher dele. Ainda conforme a denúncia, antes da morte de Valdir, Edgar teria tentado matar Reginaldo no próprio salão do cabeleireiro, em 15 de outubro de 2016. Como Reginaldo sobreviveu, Edgar teria decidido se vingar do irmão dele e encomendado a morte de Valdir. Confissão e decisão da Justiça Edgar Silva dos Santos teria encomendado a morte de Valdir a Patrick Ribeiro Tupinambá Reprodução/TV Bahia Apesar de ter confessado ser o mandante do crime, Edgar não foi levado a julgamento na época. Em novembro de 2017, o juiz Eduardo Augusto Leopoldino considerou que o MP-BA não conseguiu comprovar que Edgar era o mandante da morte de Valdir. Edgar foi preso novamente em 2020, durante uma ação da Polícia Militar no bairro de Itapuã, em Salvador. De acordo com a PM, ele tinha um mandado de prisão em aberto por outros crimes. A prisão não estava relacionada ao assassinato de Valdir. Na ocasião, Edgar era investigado por tráfico de drogas. Outro homem, que não tem relação com a morte de Valdir, também foi detido na ação. Seis adiamentos anteriores As datas dos julgamentos anteriores foram 8 de julho de 2025, 23 de abril de 2026, 10 de junho de 2026, 6 de agosto de 2026, 25 de agosto de 2026 e 6 de setembro de 2026. Entre os motivos apontados para os adiamentos estão problemas de saúde de um dos réus e incompatibilidade de agenda do advogado. O que diz a defesa de Edgar da Silva Santos Em nota enviada ao g1 no dia 14 de setembro, a defesa de Edgar da Silva Santos justificou que ele "está formalmente afastado de suas atividades por determinação médica" e ressaltou que não houve "qualquer manobra" para impedir o andamento da sessão. A defesa detalha que o réu passa por um quadro de infecção. "A defesa de Edgar da Silva Santos não tem qualquer interesse em retardar o julgamento e reafirma sua confiança no regular andamento do processo perante o Poder Judiciário da Bahia", diz um trecho da nota assinada pelo advogado Ivan Jezler Costa Junior. Salão onde Valdir foi morto funcionava na Avenida Vasco da Gama, em Salvador Natally Acioli/G1 Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻