Cirurgião plástico responsável por cirurgia que terminou com morte de empresária na BA foi alvo de denúncias em 2023

Médico foi denunciado por pacientes em 2023 O cirurgião plástico responsável pela cirurgia que terminou com a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, d...

Cirurgião plástico responsável por cirurgia que terminou com morte de empresária na BA foi alvo de denúncias em 2023
Cirurgião plástico responsável por cirurgia que terminou com morte de empresária na BA foi alvo de denúncias em 2023 (Foto: Reprodução)

Médico foi denunciado por pacientes em 2023 O cirurgião plástico responsável pela cirurgia que terminou com a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, em Ilhéus, no sul da Bahia, foi alvo de denúncias de pacientes que relataram complicações e deformidades após procedimentos estéticos realizados em 2023. Adriele da Silva Pinto morava nos Estados Unidos e viajou para o Brasil para fazer quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. Ela morreu na madrugada de quarta-feira (26). As denúncias contra Rossini Tebaldi Ruback vieram à tona em março de 2023. Na época, pacientes de Itabuna, Salvador, Eunápolis e Vitória da Conquista procuraram autoridades para relatar problemas após cirurgias feitas pelo médico. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Uma das mulheres contou que colocou próteses de silicone nas mamas e fez lipoaspiração na barriga. Após os procedimentos, ela teve uma infecção grave e relatou que precisou passar por uma cirurgia de reparação. Segundo a paciente, o médico teria realizado o procedimento sem anestesia. Além das pacientes, uma instrumentadora cirúrgica que trabalhou com Rossini também fez denúncias contra o profissional na época. O g1 questionou a defesa de Rossini sobre essas denúncias antigas e aguarda retorno. Quanto à morte da empresária, a defesa do médico se solidarizou e destacou que o procedimento cirúrgico transcorreu sem intercorrências. Entretanto, na fase final do procedimento, a paciente teria apresentado, subitamente, uma alteração grave do quadro clínico. Com a identificação da situação, a defesa aponta que as medidas de emergência foram imediatamente adotadas. (Veja nota na íntegra ao final da matéria) Denúncias contra Rossini Tebaldi Ruback vieram à tona em março de 2023 Reprodução/Redes Sociais O que diz o Conselho de Medicina Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) afirmou que não há processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica que cite o médico responsável pelo procedimento feito na empresária. No caso das denúncias anteriores, o Cremeb informou que os resultados foram comunicados às partes envolvidas, sendo preservado o sigilo processual previsto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP). A entidade pontuou ainda que eventuais sanções de caráter público contra o médico serão divulgadas por meio do site do conselho e Diário Oficial da União (DOU). O g1 também entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda reposta. Empresária morreu após passar mal em cirurgia Empresária morreu ao passar por cirurgia plástica em Ilhéus Redes sociais Segundo o advogado da família, Adriele seguiu para a cirurgia às 15h de terça-feira (25) e o procedimento deveria ter sido finalizado às 20h. Os familiares foram informados sobre a morte da empresária na madrugada desta quarta, após cobrar por notícias sobre a demora no atendimento. "Durante quase 10h de cirurgia, ele veio me dar essa resposta, que ela tinha vindo a óbito. Me deixaram aflita, [com] pressão alta, não me deram atenção, medicamento para me acalmar, me largaram lá sozinha. Quando eu pedi para ver ela, não aceitaram, disseram que eu não ia poder ver ela. Estava lá empacotada na sala de cirurgia, trancada", disse Ivanilda de Jesus, tia de Adriele, em entrevista à TV Santa Cruz. Ainda segundo o advogado, o hospital informou que a paciente passou mal durante a cirurgia e, devido a suspeita dos familiares, um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia. Ao ler o relatório médico, o advogado afirmou que o atestado de óbito não foi assinado por Rossini Tebaldi Ruback — o responsável pela cirurgia. Confira a nota do médico Rossini Tebaldi Ruback na íntegra: "NOTA PÚBLICA À IMPRENSA Na condição de assessoria jurídica do Dr. Rossini Tebaldi Ruback, médico responsável pelo procedimento cirúrgico noticiado, e diante das solicitações de posicionamento recebidas de veículos de comunicação, vimos prestar os seguintes esclarecimentos. Antes de tudo, registramos a mais sincera e profunda solidariedade do Dr. Rossini Tebaldi Ruback aos familiares e amigos da paciente. A perda de uma vida é sempre dolorosa, e o é igualmente para os profissionais que participaram do atendimento e empenharam todos os esforços na tentativa de preservá-la. É preciso esclarecer, de forma categórica, que o procedimento foi realizado no interior de unidade hospitalar regularmente licenciada e em pleno funcionamento, em centro cirúrgico habilitado, com utilização da estrutura assistencial e do corpo profissional da própria instituição, e com o acompanhamento de médica anestesiologista durante todo o ato. O Dr. Rossini Tebaldi Ruback é médico cirurgião plástico, regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM) e com Registro de Qualificação de Especialista (RQE). Quanto ao ocorrido, o ato cirúrgico transcorreu integralmente sem intercorrências. Já em sua fase final, após concluído o procedimento, a paciente apresentou, de forma súbita e inesperada, alteração grave de seu quadro clínico. Conforme registrado em prontuário, os sinais foram prontamente identificados pela equipe de anestesiologia como compatíveis com hipertermia maligna, condição rara, grave e potencialmente fatal, decorrente de suscetibilidade individual à exposição a determinados agentes utilizados em anestesia. Trata-se de reação imprevisível, que não guarda relação com a técnica cirúrgica empregada e que não é detectável por exames pré-operatórios de rotina. Identificado o quadro, foram imediatamente adotadas as medidas de emergência recomendadas, com administração da medicação específica e das manobras necessárias à estabilização da paciente, contando ainda com a participação de médico cardiologista nos esforços de socorro. A despeito da identificação imediata, do tratamento específico instituído e de todos os esforços da equipe assistencial, lamentavelmente a paciente não respondeu às medidas terapêuticas e evoluiu a óbito. Toda a assistência prestada, a evolução do quadro clínico, as medicações administradas e as providências adotadas encontram-se integralmente registradas e documentadas. Cabe esclarecer, ainda, informação incorreta que tem circulado a respeito da saída dos profissionais da unidade hospitalar. Concluídos os procedimentos assistenciais e adotadas todas as providências devidas, incluindo o registro em prontuário e a comunicação do falecimento aos familiares, sobreveio no local o grave episódio de violência e depredação já noticiado publicamente pela própria instituição hospitalar e registrado perante a autoridade policial. Diante da situação de risco então instaurada, o Dr. Rossini e a equipe assistencial foram orientados pelo setor de segurança do Hospital a permanecer em local protegido e a aguardar a chegada da autoridade policial, o que efetivamente ocorreu. O Dr. Rossini permaneceu na unidade hospitalar até a chegada da Polícia Militar ao local. Não houve, portanto, em nenhum momento, abandono de atendimento, evasão ou tentativa de furtar-se a responsabilidades. O Dr. Rossini permanece integralmente à disposição da família, das autoridades competentes e dos órgãos de classe para prestar, com absoluta transparência, todos os esclarecimentos necessários e colaborar com a apuração das circunstâncias do ocorrido. Por respeito à memória da paciente, à dor de seus familiares e ao dever de sigilo que recai sobre as informações médicas, outros detalhes de natureza clínica não serão divulgados publicamente neste momento. Por fim, renovamos a solidariedade do Dr. Rossini aos familiares e amigos da paciente diante de perda tão dolorosa, e pedimos responsabilidade na divulgação de informações ainda não apuradas, bem como respeito à dor de todos os envolvidos." 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