Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir premiação do Oscar

Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir Oscar O clima de expectativa pela vitória de Wagner Moura e do filme "O Agente S...

Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir premiação do Oscar
Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir premiação do Oscar (Foto: Reprodução)

Cidade onde Wagner Moura cresceu na Bahia monta torcida com telão para exibir Oscar O clima de expectativa pela vitória de Wagner Moura e do filme "O Agente Secreto" no Oscar 2026 tomou os moradores de Rodelas. Localizada no norte da Bahia, a cidade onde o artista deu o pontapé no teatro está em festa, neste domingo (15). Para marcar o momento importante, a cerimônia da premiação, que acontece em Los Angeles, nos Estados Unidos, terá transmissão gratuita para os poucos mais de 10 mil habitantes do município. Organizado pela prefeitura, o evento terá um telão em um centro esportivo. "Rodelas vai se reunir para acompanhar, ao vivo, a maior premiação do cinema mundial e torcer pelo filme 'O Agente Secreto', estrelado pelo nosso conterrâneo Wagner Moura, que representa o Brasil em uma premiação histórica do Oscar", diz o anúncio. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O momento é histórico mesmo. O baiano é o primeiro a representar o Brasil na disputa pela categoria de Melhor Ator. Ele concorre com Ethan Hawke ("Blue Moon"), Leonardo DiCaprio ("Uma Batalha Após a Outra"), Michael B. Jordan ("Pecadores') e Timothée Chalamet ("Marty Supreme"). Já o filme concorre também em Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco/Seleção de Elenco. Com isso, a produção se igualou ao longa “Cidade de Deus”, que em 2004 também alcançou quatro indicações — um recorde para o país na época. Telão exibirá premiação do Oscar em centro esportivo de Rodelas, na Bahia Reprodução/Street View Para os adultos que viveram com Wagner Moura enquanto ele morou em Rodelas, o sentimento é de orgulho. Já para os mais novos, que integram o projeto "Guther Chaplin", onde o ator começou a atuar, o momento, mais do que nunca, também é de inspiração. "É um orgulho saber que Wagner esteve aqui entre nós, só que eu não pude ver ele aqui na cidade. É um orgulho estar participando daqui, do teatro", disse Cássio Micael, de 15 anos, em entrevista à TV Bahia para o Bom Dia Sábado. Relembre a trajetória do ator na cidade Rodelas celebra trajetória de Wagner Moura Wagner Moura nasceu em Salvador e se mudou com os pais, Alderiva Moura e José Moura, e a irmã, Lediane Moura, para Rodelas, ainda criança. Anos depois, em 1988, a cidade foi inundada por conta da construção da Hidrelétrica de Itaparica. Na época, Wagner Moura tinha 11 anos e chegou a ser entrevistado por uma emissora de televisão. Com lama no rosto, ele deixou claro que era contra o que a hidrelétrica provocou na cidade. Rodelas foi reconstruída para receber novos moradores ainda na década de 1980. Mas a família de Wagner voltou para a capital. Em entrevista ao programa "Papo de Segunda", da GNT, em novembro de 2021, o artista voltou a falar sobre a infância. "Sou resultado do lugar de onde vim, da minha infância, do contexto cultural onde fui forjado, tanto do sertão da Bahia quanto de Salvador. Do que vi, do que vivi, do que vi de produção cultural, de produção artística em Salvador, de estar ali naquela cidade com aquelas pessoas, né?", afirmou. Wagner Moura aos 11 anos, falando sobre construção de hidrelétrica que inundou Rodelas Reprodução/TV Bahia Apesar de ter começado a brilhar em Salvador, depois de retornar para a cidade natal durante a adolescência, Wagner já atuava em um projeto chamado Guther Chaplin. Uma ação que ainda oferece oportunidades, como teatro, capoeira e outras atividades, para os jovens de Rodelas. O fundador do projeto é o professor Rangel Amaral. Durante entrevista à TV Bahia, ele mostrou a primeira vez do ator no palco, em 1987, durante uma peça de Natal. Na ocasião, ele interpretou um pastor. "Ele foi maravilhoso. É tanto que, no ano seguinte, a gente já bolou a segunda apresentação. Eu disse: 'Olha, agora você vai mudar de papel, vai fazer um papel melhor porque você é muito esperto'. (...) Mudou o papel novamente, nós fizemos a estrela, foi aí onde ele começou a criar, a dar ideias, e cenários, já tava entendendo de cenografia, foi divertido", destacou. Apesar disso, Rangel confessou não ter imaginado um futuro tão grandioso para o ator. "Eu nunca pensei, na época, que Wagner Moura fosse se tornar um dos melhores atores do mundo", pontuou. Carreira cresceu em Salvador Wagner Moura quando atuava em Rodelas, na Bahia Reprodução/TV Bahia Aos 16 anos, Wagner Moura já atuava nos palcos da capital baiana e participou de peças como "Cuida Bem de Mim" e "A Casa de Eros". Em 1997, sua performance em "Abismo de Rosas", dirigida por Fernando Guerreiro, lhe rendeu o prêmio Revelação no Prêmio Braskem de Teatro. O reconhecimento nacional veio com a peça "A Máquina", de João Falcão, em 2000, quando atuou ao lado de Lázaro Ramos e Vladimir Brichta. O espetáculo abriu portas para Wagner Moura no cinema e na televisão. Em 2007, ele interpretou o personagem "Boca" no filme "Ó Paí, Ó", que foi gravado no Pelourinho, em Salvador, e protagonizado por Lázaro Ramos. Os artistas possuem uma forte ligação e são amigos de longa data. Os dois ainda gravaram juntos o programa "Sexo Frágil", na TV Globo, em 2003. Lázaro Ramos interpretou o personagem Fred, e Wagner Moura, o Edu. Também faziam parte da trama Bruno Garcia, como Alex, e Lúcio Mauro Filho, que fazia Beto. Os quatro eram amigos que se esforçavam para entender o "universo das mulheres". Em 2023, Lázaro Ramos publicou uma foto nostálgica com Wagner de 20 anos atrás, durante as gravações do programa. "Exatos 20 anos depois, olha aí! Lazinho e Wagner novinhos em 2003, durante as gravações do programa Sexo Frágil. Época de muitas risadas, amizades novas e fortalecimento das antigas e muito aprendizado", relembrou o artista. Lázaro Ramos publica foto nostálgica em programa com Wagner Moura e agita as redes sociais Reprodução/Redes Sociais Em 2021, Wagner Moura dirigiu, roteirizou e produziu o filme "Marighella", que conta a história do baiano Carlos Marighella: guerrilheiro, político e escritor, assassinado em uma emboscada, pela ditadura militar, em 1969. Em entrevista ao g1, Wagner falou sobre a censura que sofreu pelo governo federal, no período de captação de recursos, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine). "Nós queríamos que o lançamento aqui fosse em 2019, e não foi porque o filme foi censurado mesmo, eu não tenho problema nenhum de dizer isso. Há vários indícios da má vontade desse governo com projetos específicos. O próprio Bolsonaro falava que a Ancine tinha que ser filtrada. Então, eu não consigo descontextualizar a não-estreia de Marighella e a forma com que, burocraticamente, o filme foi impedido de estrear quando nós queríamos, com o contexto anticultura e antidireitos humanos que o Brasil vive", disse o ator na ocasião. No ano passado, o baiano conquistou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes por sua atuação em "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho. No dia 12 de janeiro, venceu o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026. Foi a primeira vez que um ator brasileiro venceu na categoria. O longa, ambientado durante a ditadura militar brasileira, destaca-se por sua abordagem estilizada e crítica à repressão política da época. Wagner Moura em 'O Agente Secreto' Divulgação LEIA MAIS: Bahia manda recado a Wagner Moura, torcedor do rival Vitória, por prêmio no Globo de Ouro 'O baiano tem o molho': hit associado a Wagner Moura embala comemorações de prêmio no Globo de Ouro Jornalista, fotógrafa e cineasta: Conheça Sandra Delgado, esposa do ator Wagner Moura Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Fale Conosco